GEC fechou Abril com o filme Fernão Capelo Gaivota. Debatedora convidada foi a psicóloga Virgínia Grunewald

O Grupo, depois do intervalo para o cafezinho, na entrada do Auditório Elke Hering

O Grupo de Encontros Culturais- GEC/CENETI, encerrou a sua programação de Abril com a exibição do filme Fernão Capelo Gaivota, na manhã dessa segunda-feira (22) no Auditório Elke Hering, da BU/UFSC. A convidada especial e debatedora foi a psicóloga Virgínia Grunewald. Diferente de outras sessões, em que a Coordenação Técnica do GEG elege o filme a ser apresentado, a escolha de Fernão Capelo Gaivota partiu da própria convidada. Simpática, bem-humorada - parece estar tirando de letra a cirurgia feita há seis meses no joelho - "praticamente troquei de joelho", disse, em risos, Virgínia falou sobre a música do filme, de Neil Diamond, citou escritores, falou de si, de sua escolha pela Psicologia - quando me formei já estava com 38 anos - e conduziu o debate de forma leve e divertida.
"O filme é uma metáfora do nosso eu verdadeiro. Cada um de nós tem um Fernão Capelo Gaivota dentro de si", observou, destacando aspectos importantes trazidos pelo autor, como o crescimento pessoal. "O filme fala sobre as nossas escolhas; mostra que focar no que a gente deseja é importante, pois um pensamento vai chamando o outro. Também coloca outra coisa importante: as coisas só acontecem se a gente se permitir. Fernão Capelo Gaivota aprende que voar é elevar-se".
Um aspecto interessante do debate foi o que chamou atenção para a vida em bando.  "O que é a vida em bando, questionou a psicóloga? Quanto menos consciência uma pessoa tem, mais comportamento de bando essa pessoa desenvolve. Tem gente que cai na mesmice e não sai dela", enfatizou, admitindo que "isso é muito sério". 
Em outro aspecto, destacou a liberdade conquistada por Fernão, chamando atenção para a diferença entre estar só e solidão. "Quando ele é banido, quando sai do bando, ele conhece o mundo. Tem uma vida boa. Foi uma gaivota que conheceu neve, tomou banho de cachoeira e aprendeu a voar. Estar só não quer dizer estar em solidão. É um estado de alma". 
O encontro dessa segunda-feira contou com visitantes e teve participação expressiva de membros do GEC. Ao final da sessão, a Coordenação geral do Grupo presenteou a debatedora com um mimo especial: um lindo móbile de renda de bilro, confeccionado por artesãs rendeiras de Sambaqui. "Acho ótimo vir conversar com esse Grupo, trocar idéias. É um Grupo muito divertido", disse Virgínia com a alegria de quem vê chegar seus 70 anos, a serem completados dia 06 de maio próximo. Os próximos encontros do GEC/CENETI estão marcados para 06 e 20 de maio.


Virginia Grunewald: "É preciso compreender como as coisas acontecem, conhecer o significado das palavras bondade e amor. O sentido maior do amor é compartilhar o que se sabe sem esperar retribuição. Quando a gente consegue compreender, a gente voa mais alto".








  
Da esquerda para a direita: Maria Aparecida Ferreira, Coordenadora Geral do GEC; Virginia Grunewald e Raquel Maia Liberato, Coordenadora Técnica, na entrega do mimo oferecido pelo Grupo




Texto e Fotos: Vanda Araújo

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