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| Farol de Santa Marta: Foto-Geovane Altair |
"Um dia abençoado". Assim, a associada Maria José Amorim
definiu o Passeio Cultural da AMAG de ontem, 11 de abril, à cidade histórica de
Laguna, prestigiado por associados e amigos. Demonstrando vitalidade, o Grupo dos "Enta", formado por pessoas
com idade entre 40 e 80 anos, passou a quinta-feira conhecendo a cidade contemplada com
o título de Capital Nacional dos Botos Pescadores, num roteiro puxado que
mesclou aulas de Ciência, História, Geografia e que permitiu apreciar praias
paradisíacas com a ajuda de um maravilhoso dia de sol e de céu de brigadeiro.
Mirante da Glória, a primeira parada
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Terceira cidade mais antiga de Santa Catarina, Laguna tem 342 anos e reúne cerca de 45 mil habitantes. É considerada uma das cidades históricas mais importantes do Brasil. Por ser o ponto mais ao sul da linha do Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 e que dividia as terras "descobertas" entre Portugal e Espanha, tornou-se palco de grandes batalhas. |
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| Presidente da AMAG, Maria Aparecida Ferreira, ao centro, entre convidadas e associadas |
A primeira parada foi o Morro e Mirante da Glória, de onde se avista
o acervo arquitetônico e paisagístico de Laguna, tombado em 1985 pelo Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN. Dali, o Grupo formado por 31 pessoas partiu
para os Molhes da Barra, onde a atração é a pesca artesanal da tainha, com o
auxílio dos botos.
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| Arlete, membro da Diretoria da AMAG, foi premiada com banho nos Molhes, sem querer |
Os botos que frequentam os Molhes da Barra são tão conhecidos dos pescadores que tem até nome.
“Temos o Batman, Juscelino, Figueiredo, Karoba,
mas o maior de todos é o Scubi, que tem mede 3,8 metros e pesa 400kg. O segundo
maior é o Karoba”, contou o pescador Ivan Ferraz de Bem, 62 anos, que até se
aposentar e ir morar em Laguna trabalhava “para o Governo”, em Brasília. O
Grupo curtiu o local, assistiu pescadores jogarem redes, mas como os botos não
apareciam foi dada a largada para a terceira parada do passeio: uma caminhada pelo
Centro Histórico de Laguna, com mais de 600 edificações tombadas.
Ruas estreitas, casas luso brasileiras de mais de 200 anos e
de fachadas coloridas e bem cuidadas chamaram a atenção. Uma delas, em perfeito
estado de conservação, é a que mantinha os escravos alojados em porão enquanto
seus donos moravam na parte nobre da residência.
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Cine Teatro Mussi, edificação Art Deco restaurada recentemente, recebe apresentações artísticas, shows, peças de teatro e sessões de cinema.
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| Grupo fez compras na Casa das Artes |
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| Igreja de Santo Antonio dos Anjos, Padroeiro da cidade |
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| Fonte da Carioca, construída em 1863 - Diz a lenda que quem bebe água da Fonte está destinado a voltar à Laguna |
Museu Histórico Anita Garibaldi reavivou fatos da Revolução Farroupilha
A caminhada ao Centro Histórico
incluiu parada na Casa das Artes, onde se conheceu o artesanato local e um
pouco da tradição portuguesa e religiosa, visita à Igreja Matriz de Santo Antonio dos
Anjos, construída em três fases – de 1696 a 1894 – com cal e óleo de peixe e
onde casou Anita Garibaldi, à Fonte da Carioca e a um dos pontos altos do roteiro, o Museu
Histórico Anita Garibaldi, um prédio construído em 1735, onde estão expostos doações
de colecionadores particulares como máquinas de escrever, louças em porcelana,
talheres em prata, móveis, armas, canhões e artefatos de guerras, medalhas e
moedas. Da sacada do Museu foi proclamada a República Juliana Catarinense durante a
Revolução Farroupilha, também chamada Guerra dos Farrapos, movimento liderado por Giuseppe e Anita Garibaldi que
lutava contra o governo imperial que controlava o pais.
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| Museu Histórico Anita Garibaldi |
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| Entrada do Museu: à esquerda, o prelo onde foi impresso o primeiro jornal de Santa Catarina, o Catharinense, em julho de 1831. |
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| Vida e Morte de Anita, um dos destaques do Museu |
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| Fotos de Giuseppe e Anita, expostos na entrada do Museu |
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| Anita conheceu Giuseppe aos 19 anos.Dez anos depois, então com 29 anos, viria a falecer |
Encantado com a riqueza
de fatos contados pelo guia local Rogério Nelson Rodrigues, o Grupo saiu do
Museu para almoço no Restaurante Sabores do Sul, no Calçadão de Laguna.
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| O Grupo, antes de pegar a Balsa para o Farol |
Farol de Santa Marta permitiu conhecer sambaquis milenares e praias paradisíacas
A programação da tarde teve inicio com a travessia de balsa
para o Farol de Santa Marta, construído a partir de 1891, classificado como o
maior Farol das Américas. Dali, avista-se praias paradisíacas como a praia do
Cardoso, da Cigana e Praia do Camacho. Acompanhando o Grupo, o agente da
Meiembipe Turismo, Geovane Altair da Silva propiciou a visita a sambaquis, contando fatos
e lendas sobre sítios arqueológicos. A alegria do passeio de balsa ficou por
conta das integrantes do Grupo de Canto Vozes da Ilha, do CENETI/NETI, Urilda,
Valda e Moema, que com palmas e em ritmo animado puxavam canções de amor à Lagoa da
Conceição e à Ilha de Santa Catarina. O
passeio terminou com um café no Restaurante Graal, onde a presidente da AMAG
agradeceu à equipe da Meiembipe Turismo, aos associados e amigos presentes pela
maravilhosa experiência de mais uma viagem bem sucedida com o objetivo de
propiciar a integração e socialização iniciadas no NETI. Durante a despedida, a presidente
Maria Aparecida Ferreira lançou o convite para o próximo passeio da AMAG, a ser
realizado dia 01 de maio. Desta vez, o destino será "Um dia de relaxamento no Hotel Caldas da Imperatriz', em Santo Amaro da Imperatriz.
Texto e fotos: Vanda Araújo
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